Então você arranjou um namorado, decidiram que tentariam o “happily ever after” vulgo “felizes para sempre”, arranjaram um apê, pagaram todas as contas, viajaram, se divertiram, nessa ordem cronológica ou não..... aí começa toda a família e amigos com a perguntinha básica: e para quando vocês vão encomendar o bebê? Sim,  isso acontece com todo mundo, a não ser que você tenha começado pelo bebê....

Minha ordem de acontecimentos não foi exatamente essa, comecei pelo namoro que durou mais de dez anos – é melhor nem falar a quantidade de anos exata para não desanimar a mulherada – fomos morar juntos primeiro e um ano depois decidimos que estava na hora de pensarmos em um baby. Realmente a gente demorou um pouco para definir quando seria a tentativa pra valer”, mas após um ano, eu já sem pílula, com todos os exames feitos e tomando ácido fólico, decidimos começar a tentar. Ah, a gente também estava programando a data de acordo com o signo que o bebê poderia nascer..... é,  eu sei meio loucura.

Fomos muito abençoados porque na primeira tentativa PAH! eu tava grávida! Ele não acreditou, mesmo sendo médico e sabendo a fisiologia do negócio, que ia ser de primeira! Achava que ia levar uns meses...

Foi incrível, mas uma semana depois eu tinha certeza que tava grávida, ou algo muito estranho acontecendo com o meu corpo. Pode parecer piegas, mas a história de que quando você dança desde criança e passa a conhecer o seu corpo e ter sensibilidade à ele é tremenda! Pura verdade, sempre dancei (mais ballet clássico mesmo) e fiz GRD (ginástica rítmica) além de nos últimos anos ir para o treinamento funcional,  sempre sentia as dores de cada musculinho...não foi diferente com a gravidez. Minha menstruação atrasou um dia e fui fazer o exame.

Com o resultado positivo, liguei para a minha gineco, comecei a maneirar nos exercícios (FC não deve passar de 140 BPM), tentei me alimentar melhor  e comecei a esquematizar minha “saída” provisória do trabalho, porque quando você é “dona” tem uns problemas diferentes do que quando ‘bate ponto’, reformei o apê para o baby, fiz enxoval nos esteites e precisava de mais nove meses para “estudar” o que é ter um bebê...

Durante os nove meses para ver a carinha da minha pequena Helena passei por todos os momentos possíveis: “tá demorando muito”, “tá passando muito rápido”, “não tá engordando come mais”, “engordou muito vai pra nutri”, “faça exercício”, “pare os exercícios”, “tenha uma vida normal”, “fique em casa com as pernas pra cima”.... e por aí foi... depois reclamam porque toda grávida é louca! O melhor é entender perfeitamente porque é “preferencial”!

Enfim a Helena veio ao meu mundo e tudo mudou, além do corpicho, as preocupações são outras e só mesmo quem já passou por isso consegue entender. Começar uma família é algo tão importante e que exige tanta responsabilidade e preparação que só após você experimentar de verdade, vê o quanto é gratificante.

 

Priscilia, mãe de Helena, empreendedora, ex-bailarina. Se quiserem falar comigo, anotem meu email: prisciliagouvea@hotmail.com